Os dados mais recentes sobre a procura pelo EaD

Redação Educade
Por Redação Educade
04 de julho, 2012
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A educação a distância (EAD) já responde por 14,6% das matrículas de graduação no ensino superior do País, segundo dados do Censo da Educação Superior de 2010, divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério da Educação (MEC). O número de estudantes em busca do diploma atingiu 6.379.299 alunos em 2.377 instituições de ensino superior, que oferecem 29.507 cursos.

Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, o crescimento da modalidade a distância só não é maior poque o governo está dando “um ritmo” para que a expansão não ocorra com prejuízo da qualidade. “Na década de 1990 nós tivemos um crescimento na educação presencial que não estava bem administrado e nós não queremos que o mesmo aconteça com a EAD. O que queremos é um crescimento sustentável”. Segundo ele, o percentual de matrículas na EAD no Brasil pode ser considerado baixo em relação a outros países em que a modalidade responde por mais da metade das matrículas.

As matrículas continuam concentradas (74%) nas instituições privadas, mas houve um crescimento de 12% no número de alunos das escolas públicas. Entre as instituições públicas de ensino superior, as municipais respondem por 1,6% do total das matrículas, as estaduais por 9,4% e as federais por 14,7%. Haddad destacou que o número de formandos em 2010 (973 mil) é mais que o dobro do registrado em 2001. Também houve crescimento no número de ingressantes das universidades federais, de 143 mil para 302 mil no mesmo período.

Apesar de as regiões Norte e Nordeste terem registrado um aumento do número de estudantes no ensino superior entre 2001 e 2010, o Sudeste ainda é responsável por 48,7% das matrículas. O Sul fica com 16,9%, o Centro-Oeste concentra 9,1% e o Norte e o Nordeste, 6,5% e 19,3%, respectivamente. Em 2001, representavam 4,7% e 15,2% do total.

Nos cursos presenciais, 3,9 milhões de matrículas estão no bacharelado, 928 mil nas licenciaturas e 545 mil na modalidade tecnológica, de menor duração. Já na educação a distância, as matrículas de licenciatura são 426 mil, de bacharelado, 268 mil, e nos tecnológicos, 235 mil.

Fonte: Terra

2 comentários sobre “Os dados mais recentes sobre a procura pelo EaD

  1. Olá, muito interessante o blog, estava a procura de um espaço para pesquisar e conhecer um pouco mais sobre a educação a distância. Faço minha primeira pós graduação a distância, e optei por esta modalidade pela falta de tempo e flexibilidade que oferece nos horários de estudos.
    Acredito que a modalidade a distância está aos poucos ganhando espaço em universidades e em escolas. As instituições estão aos poucos inserindo a tecnologia na educação. O simples fato do professor enviar o material da aula nos e-mails de seus alunos, já pode ser visto como educação a distância, o aluno a partir desse momento irá estudar o material, formular suas ideias e percepções sobre os assuntos, tirar possíveis dúvidas com o amigo que está conectado no msn….e partir daí já ocorreu a educação a distância e as vezes nem percebemos.
    Apesar de toda essa mudança e da aceitação e procura das pessoas pela modalidade a distância, ainda penso que a modalidade presencial não será descartada das instituições, os modelos serão mistos, aulas à distância com alguns momentos presenciais, um momento para o que o professor possa guiar o aluno,esclarecer suas dúvidas, propor novos desafios, e instigar a construção de conhecimentos e a aprendizagem.
    Para as instituições a modalidade a distância é muito atrativa, e na questão financeira oferece algumas vantagens, afinal manter diversas salas, gastar com manutenção de materiais, equipe de limpeza, energia, implicas muitas despesas. Mas existe um fator muito importante, não fazer da modalidade a distância uma alternativa para gastar menos e ganhar mais, acima de tudo deve-se focar na qualidade de ensino e na excelência em educação, na aprendizagem e formação de alunos.

    Ana Paula


  2. O número de pessoas que procuram atualmente a educação à distância vem de fato crescendo a olhos vistos. Não podemos comparar ainda o Brasil com outros países em que a EAD já está instituída e mais bem implantada há muito tempo. Mas, a procura por esta modalidade de aprendizagem vem de fato ganhando muito espaço. Creio que por diversas razões, a mais forte e pontual é a flexibilidade que ela oferece ao aluno. A pessoa que não dispõe de muito tempo para o estudo busca na EAD uma forma de aperfeiçoamento profissional ou mesmo uma escolaridade que não pode em determinada época de sua vida, como a graduação por exemplo. Mas, por outro lado a educação à distância também exige dedicação e responsabilidade de quem a escolhe. Mesmo assim, creio que a EAD é o futuro para a educação, principalmente para um país como o Brasil, que tem um sério deficit na questão educacional. É claro que a EAD deve vir acompanhada pela inclusão digital, e esta deve ser uma preocupação dos governos, já que os mesmos tem demonstrado grande interesse no desenvolvimento do aprendizado à distância.


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